Visita de Estudo – 10º A, 10º B, 11ºA ao Porto
No dia 7 de maio, as turmas A e B do 10.º ano e a turma A do 11.º ano realizaram uma visita de estudo ao Instituto de Geofísica da Universidade do Porto (IGUP), situado na Serra do Pilar.
Durante a visita, os alunos puderam observar livros com registos históricos de atividade sísmica, incluindo um que contém o registo da Revolução de 25 de Abril de 1974. Tiveram também a oportunidade de conhecer alguns instrumentos científicos, como o anemómetro. No jardim do Instituto, encontram-se em funcionamento uma estação meteorológica do IPMA e um sensor de medição de radiação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
A visita incluiu ainda uma passagem pela Estação Sismográfica, construída em 1962 pelos Estados Unidos, originalmente destinada à deteção de testes nucleares durante a Guerra Fria. Atualmente, a estação dedica-se à investigação sísmica e à observação do planeta, sendo um importante contributo para a sismologia e para a promoção do ensino e da divulgação científica na Universidade do Porto.
Foi explicado o funcionamento dos sismógrafos, incluindo os de três componentes (vertical, norte-sul e este-oeste), bem como o modo de registo dos eventos sísmicos. Destacou-se a diferença entre os sismogramas de origem natural e artificial, nomeadamente no tempo de duração dos fenómenos (mais longo nos naturais e mais curto nos artificiais).
No mesmo dia, durante a tarde, os alunos realizaram um percurso pedestre entre o Lugar da Azenha (Campo) e a aldeia de Couce, com um percurso inicialmente previsto de 4,5 km, inserido no Parque Paleózoico de Valongo.
A caminhada iniciou-se com uma explicação sobre a história geológica da região, abrangendo a Serra de Santa Justa, a Serra de Pias e o Rio Ferreira, no contexto da tectónica global. Durante o percurso, foram observados fenómenos geológicos como falhas, dobras, marcas de ondulação (ripple marks), meteorização e erosão diferencial, bem como vestígios da exploração aurífera romana, visíveis nas antigas minas e nas escombreiras resultantes da atividade mineira ao longo do vale do rio.
Foram ainda abordados aspetos da biodiversidade local, com destaque para o feto pinheirinho ou musgo-do-mato (Palhinhaea cernua), espécie típica de zonas sombrias e húmidas, onde as condições edafoclimáticas são favoráveis. Observou-se também a presença de sobreiros e algumas espécies invasoras, como acácias e eucaliptos. No final do percurso, foi apresentado um fóssil de trilobite, tendo sido explicada a sua origem e o significado do nome.
Embora o trajeto tenha sido mais longo do que o previsto — acabando por ser o dobro da distância inicialmente planeada —, tornando a atividade algo cansativa, é de salientar que os alunos revelaram um comportamento exemplar ao longo de todo o dia.
