Dia Mundial da Filosofia celebrado na Escola Secundária Dr. António Granjo – Uma viagem simbólica às origens do pensamento
A Escola Secundária Dr. António Granjo tornou-se, por um dia, um espaço onde o passado e o presente dialogaram harmoniosamente. No âmbito da celebração do Dia Mundial da Filosofia, o Grupo Disciplinar de Filosofia organizou uma iniciativa que, mais do que um evento escolar, se revelou uma verdadeira experiência intelectual e humana.
Objetivos: Pensar, questionar, humanizar
A atividade teve como propósitos centrais estimular o pensamento crítico, aproximar a filosofia dos alunos, criar momentos de partilha entre toda a comunidade educativa e, sobretudo, recordar o valor da reflexão num tempo marcado pela velocidade e pela dispersão. A filosofia foi, assim, retirada das páginas dos manuais para ser vivida no quotidiano da escola — exatamente como os antigos filósofos faziam: no átrio, no pátio, na ágora contemporânea que é o corredor escolar.
Os jovens filósofos em ação
Num dos momentos mais marcantes da celebração, um grupo de alunos — autênticos “filósofos” por um dia — percorreu os diferentes espaços da escola trajados à maneira dos pensadores da Grécia Antiga, com túnicas, mantos e adereços que evocavam Sócrates, Platão, Aristóteles e outros mestres do pensamento.
Levavam consigo pequenos pergaminhos com aforismos e pensamentos intemporais, que iam distribuindo entre alunos, assistentes operacionais e professores. Cada frase entregue funcionava como convite silencioso à introspeção: uma semente filosófica lançada ao acaso, mas com intenção.
Uma homenagem sentida ao Professor
O ponto alto desta ação ocorreu na sala dos professores, onde os jovens filósofos apresentaram um breve discurso apologético em homenagem à figura do Professor. Recordaram que ensinar é um dos mais nobres gestos humanos: quem educa não transmite apenas conhecimento — cria mundos, abre caminhos, acende consciências. Num tempo em que a função docente tantas vezes é invisibilizada, este momento trouxe reconhecimento, emoção e reflexão.
Agradecimento especial ao TEF – Teatro Experimental Flaviense
A iniciativa não teria alcançado a mesma força simbólica sem o contributo artístico do TEF – Teatro Experimental Flaviense, que produziu e cedeu os trajes usados pelos alunos. Estes figurinos permitiram dar corpo à ideia de uma viagem aos primórdios do pensamento ocidental, acrescentando estética, autenticidade e impacto visual ao evento. O Grupo de Filosofia e toda a comunidade educativa deixam, por isso, um agradecimento profundo e sentido pela colaboração generosa e inspiradora.
Conclusão: quando pensar se torna notícia
A celebração do Dia Mundial da Filosofia na Escola Secundária Dr. António Granjo mostrou que a filosofia não é apenas uma disciplina escolar: é uma forma de estar no mundo, uma bússola para compreender a realidade e um exercício contínuo de humanização. Ao trazer os filósofos antigos para os corredores da escola, recordou-se que pensar é um ato de liberdade — e que a educação é, sobretudo, o espaço onde essa liberdade se cultiva.
Num tempo dominado pela urgência, a escola provou que a pausa para pensar também merece manchete. Afinal, como diria Aristóteles, “a admiração é o princípio do filosofar” — e, neste dia, houve muito para admirar.
Discurso apologético ao professor
Valorosos Professores, guerreiros do saber…
A vós me dirijo, pois sois os infatigáveis transmissores do conhecimento, mas, infelizmente, os mais esquecidos.
A vós me dirijo, para vos dar ânimo, não cedam perante a mediocridade.
A vós me dirijo, … para que continueis a lutar, a esgrimir a espada da sabedoria contra a tirania da ignorância e da mediania.
Não desanimeis perante os críticos do vosso labor, pois não são esses que importam.
Não importam aqueles que criticam os resilientes no seu trabalho, pois esses, melhor não fariam.
O crédito pertence ao professor que se encontra na arena, na escola e que avança apesar das dificuldades e do cansaço.
O crédito pertence ao professor pois é o que se esforça bravamente, lutando contra os obstáculos, ultrapassando revés após revés, sabendo que não há esforço sem erros, que não há esforço sem falhas, que não há esforço sem desilusões.
O crédito pertence ao professor que se entrega à causa nobre do ensino, conseguindo o triunfo, cada vez mais difícil, de trazer as almas dos mais novos, à luz da razão e do conhecimento e se no pior dos casos falhar, ao menos falha ousando a grandeza, para que seu lugar jamais seja como o daqueles que não conhecem nem a vitória nem o fracasso.
A vós professores, a nossa saudação!
A vós professores o nosso mais profundo agradecimento!

























